
Diferentemente do que acontece na Europa, os Estados Unidos nunca foram um lugar amigável para a Fiat. Tratada como marca de carros pequenos e frágeis, recebeu o infame trocadilho "Fix It Again, Tony", ou "conserte de novo, Tony", com as iniciais do acrônimo original Fabbrica Italiana Automobili Torino.

O jogo não virou até hoje, apesar da qualidade evidente da marca italiana. Porém, no que depender de um morador do país, os olhos tortos vão se acostumar a ver um Fiat Uno Turbo 1988 circulando pelas avenidas largas e estradas longas americanas.
Ele acaba de adquirir um Fiat Uno Turbo i.e 1988 por US$ 16,8 mil, cerca de R$ 94 mil, em um tradicional site de leilões americano.
O comprador é uma espécie de amante de carros italianos que finalmente conseguiu o que queria. Foi a quinta tentativa de comprar um veículo italiano pela plataforma do leilão e o primeiro que deu certo. Antes do Uno turbo, ele tentou um Abarth 1000, dois Alfa Romeo Giulia e um Giulietta, todos de maio para cá.

Mas não foi fácil. Foram 29 lances e uma disputa dólar a dólar com outro apaixonado, que teve que tirar o time de campo. "Esperava ficar com este carro lindo, mas você venceu e eu quero e parabenizar. Se eu desse um dólar a mais, minha mulher me mataria", justificou o quase vencedor.
Antes de desembarcar nos EUA, o modelo fabricado na Itália rodava em Portugal, até ser exportado para começar uma nova história.
Se por aqui só tivemos um Uno Turbo em 1994 - aliás um belo carro que veio para brigar na onda do Gol GTI e do Escort XR3 - na terra natal dele, a Itália, o modelo chegou quase uma década antes, em 1985.
Era um carro muito potente, comparado pelas revistas especializadas aos poderosos V8 da época. O motor 1.3 turbo rendia 105 cavalos e 14,9 kgfm, bem menos do que os 1.0 turbo de hoje em dia, é verdade, mas para um veículo de 845 kg eram números divertidos.
O carro tinha um detalhe na calota: um pequeno escorpião da Abarth, marca esportiva do grupo Fiat.
